Homem no dique – de bicicleta (Mindszent – Szeged)

Dias atrás, com um grupo de amigos, começamos o passeio Homem no Dique, que consiste no percurso Mindszent – Szeged ao longo do dique, com cerca de 50 km. Decidimos fazer o trajeto de bicicleta, já que a pé 50 km seria demais (já fiz a descida, realmente é muito) sem nenhum tipo de preparo.
Fomos de Szeged com o trem das 17:21, que tinha três vagões. Atualmente a MÁV tem uma promoção em que até o fim de semana é possível transportar bicicletas gratuitamente. Isso foi um pouco problemático, já que nos três vagões mal cabiam 8 bicicletas. Os que chegaram depois (outro grupo) não conseguiram embarcar no trem porque suas bicicletas não cabiam (a pobre cobradora já dava sinais de que de vergonha ia acabar chorando).
De qualquer forma, chegamos à estação Hódmezővásárhely Népkert, onde trocamos para o trem com destino a Szentes, do qual descemos em Mindszent. Na praia de Mindszent tem um restaurante muito bom, passamos lá para tomar uma cerveja, e cerca de uma hora depois começamos o dique (já no escuro).
Basicamente não queríamos usar lanterna, pois gostaríamos que nossos olhos se acostumassem com a escuridão. Isso aguentamos até mais ou menos Mártély, já que o céu estava nublado e a lua não dava nenhuma luz. De Mártély, depois de uma pequena pausa, continuamos.
Enquanto isso, íamos ultrapassando os caminhantes, cumprimentando e desejando sorte mútua (é bom ver que as pessoas ainda sabem se comportar normalmente umas com as outras 🙂 ).
Após a saída de Hódmezővásárhely (que vem de Vásárhely para o dique), alguns quilômetros depois paramos para descansar e ficamos ali por cerca de meia hora. Continuamos, mas daqui em diante o dique já estava asfaltado, então podíamos avançar mais rápido. Chegamos super rápido à ponte de Algyő, onde atravessamos com as bicicletas, e do outro lado do Tisza continuamos pedalando. Aqui já ficamos um pouco apreensivos, já que na direção de Szeged era possível ver relâmpagos com bastante frequência, e o vento também começou a soprar. Paramos algumas vezes para descansar e encontramos ciclistas e pedestres que seguiam em direção a Mindszent (pobres, tenho quase certeza que foram pegos pela tempestade no caminho). Chegamos bem a Tápé por volta da meia-noite, onde ainda sentamos no bar de boliche, e depois fomos ao doca para comer alguma coisa (não estou falando da casa de entretenimento). Aqui já dava para ver que o céu ia desabar, eu até disse aos outros que achava que não era uma boa ideia, mas a fome manda, então comemos. Quando começamos a voltar para casa, alguns centos de metros depois o temporal nos pegou, e de forma tão violenta que em meio minuto estávamos encharcados até os ossos.
De qualquer forma, sobrevivemos, chegamos em casa, e hoje todo mundo pode massagear as coxas 🙂
Recomendo o passeio a todos, de bicicleta é até bem suportável, em 3 horas dá para descer com um ritmo relativamente confortável (na estrada de terra não se pode avançar tão rápido quanto nas partes asfaltadas), desde que a pessoa não fique parando toda hora.
O lugar onde é preciso ter cuidado é a ponte de Algyő, já que só se pode atravessar com a bicicleta empurrada pela rodovia, e a calçada só existe a partir do meio da ponte. (felizmente por volta das 11 já não há tanto trânsito, e estávamos bem iluminados.)